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Posts Tagged ‘Timão’

Democracioa Corinthiana

Muitos dizem que são corinthians desde pequeninos.

Invejo, mas admito: comigo não foi assim.

Cresci na casa dos meus avós. Uma família grande, com muitas influências. A escolha que delinearia minha opção futebolística era apenas uma questão de tempo (e afeto). Meu padrinho, são paulino fanático, conseguiu me cativar além da conta e, o resultado disso, vocês já podem imaginar qual foi.

Me considerava são paulina, para a tristeza do meu avô, corithiano de corpo, alma e coração. Mas, no meu ponto de vista, era apenas mais uma lacuna preenchida. Não ligava muito para futebol. Aos 11 anos fui assistir o meu primeiro jogo, no morumbi.

Não lembro contra quem era, mas sei que o São Paulo ganhou a partida. Sei disso pois sentia um desânimo ridículo ao ver o comportamento da torcida durante os 90 minutos de jogo. Embaixo de uma chuva absurda, repetia para o meu padrinho:

Cadê a torcida pulando? E os tambores, os batuques, fumaça? Tá todo mundo parado!!!

Poxa, o time estava ganhando e apenas um amontoado de pessoas isoladas em um canto do estádio entoavam um grito.

A arquibancada se esvaziou por conta da chuva. E eu ali, odiando tudo aquilo. Não era como eu imaginava!

GaviõesAgora, o ano era 97 e eu tinha 15 anos. O pai de um amigo conseguiu ingressos para o jogo do Corinthians x Vasco, no Pacaembú. Sempre achei a Fiel a torcida mais bacana, animada e cativante de todas. Fui para conferi-la ao vivo, mais do que o próprio jogo.

Era uma noite fria de Julho e a lua estava maravilhosa naquele dia. Conferi o vestuário (não usar nada verde, nada decotado, nada curto) peguei minha mochila e fui eu pro estádio. Faltavam uns 30 minutos pro jogo começar e já ouvia a torcida, em pleno vapor, do lado de fora. Passei pela catraca e entrei na arquibancada.

Me arrepiei da cabeça aos pés. Naquele momento senti que, de alguma forma, aquilo fazia parte de mim.

Gritei com a torcida, abracei gente que mal conhecia. Xinguei, pulei, vibrei. A adrenalina era tamanha que mal sentia meu corpo. Com a alma lavada, voltei pra casa. Suada, dei um beijo no meu avô e disse: “nasceu uma corinthiana naquele estádio, seu Gil.”

Depois disso vieram outros jogos. Com eles, os choros, de alegria, de tristeza. As velas pra São Jorge, as estátuas de São Jorge. As bandeiras, de 4 x 4 metros, entuchadas no carro. As comemorações na Avenida Paulista, na Avenida Braz Leme.

Muita gente fala que é exagero. Outros dizem que é baixaria, coisa de maloqueiro.

Mas só quem é sabe, sente, transborda, transpira…a alegria e emoção de ser corinthiano.

Abaixo, dois vídeos de um dos campeonatos mais emocionantes que assisti, com uma final de tirar o fôlego e voz de qualquer torcedor:

Parabéns timão pelos 99 anos de história.


PS: sim, eu chorei ao escrever isto tudo.

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O ator Hugh Jackman compareceu ao CT do Corinthians na tarde de hoje. Ele, que interpreta o personagem central do filme  “X-Men-Origens: Wolverine”, desembarcou em São Paulo para divulgar o seu filme e aproveitou para conhecer e trocar camisas com o Fenômeno.

De acordo dirigentes do clube, Hugh Jackman acompanhou o aquecimento dos outros jogadores antes do encontro com o Fenômeno. Depois, os dois conversaram alguns minutos no vestiário do CT, e o ator fez questão de elogiar o craque do Timão.

O ator deu uma camisa do novo filme para o Ronaldo, e, em troca, recebeu uma do Corinthians. Nas costas, no lugar do número, tinha um “X” (de X-Men) e o nome Wolverine.

Ele deixou o clube sem dar entrevistas.

Lulinha, Marcelinho e Bruno Bertucci em momento fã.

Lulinha, Marcelinho e Bruno Bertucci em momento fã.

Veja mais fotos da visita no globoesporte

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